sexta-feira, 26 de junho de 2009

A vida é realmente uma novela...


Tudo acontece assim tão "impossivelmente". As voltas que o mundo dá, os riscos que nos permitimos, as pessoas que amamos, que odiamos ou simplesmente admiramos de longe. Nunca pensamos que as coisas possam tomar dimensões imesuráveis. Uma simples troca de idéias, forma um caráter. Uma simples hora investida acarreta grandes amizades. O "bom dia" que damos pode se tornar um "eu te amo". Mas das coisas dessa novela, assitida por todos, as desventuras talvez sejam as mais interessantes. Esquecer problemas com um ainda maior é dor de cabeça tripla. Se deixar levar pela corrente sedutora que não te trás segurança, que te quebra e te joga contra as pedras, não diminui seu mal-estar inicial. Agora, quem vai saber detectar uma desgraça ou um desgraçado? E aquele "bem" na estante? Aquele que já tinha poeiras de tanto esperar, mas tantas rugas por ter seu lugar certinho, no porto que é o peito. Esse se fere com tão pouco, tão quieto não percebe que é dele o seu espaço e nada o tira lá de dentro. É feio, casto e pobre. Porém belo, atraente e imenso. Sinto saudades de tempos atrás, onde não havia nada além dos mesmos problemas, das mesmas dores de cabeça. Não havia mal, só o bem camuflado e inseguro. Hoje, nota-se que se ao invés de lágrimas as palavras certas tivessem sido derramas, o tão precipitado golpe não seria dado e talvez o cordão ainda alimentasse a minha voz. Tão muda, tão surda, tão deficiente e amedontrada que se vê no reflexo do porta guardanapos. O mesmo porta guardanapo que escutava as histórias de uma semana inteira, os dias dividios e os segredos também. Um companheirismo nunca antes compartilhado. Uma invasão única de sentir. Como isso foi acontecer? Como se deixar perder o que é precioso. Não há como explicar o quanto tão longe chegamos sozinhos, se mal podíamos olhar para o lado sem se notar. Se um dia, uma estação com dias menos quentes e noites menos frias, voltar a entrar pela janela que ficou aberta, quem sabe não será o mesmo dia que trará aquele cheiro de conforto que eu sentia ao te encontrar, de mochila, na porta da minha casa. Cansado e faminto de um dia tão produtivo. E tão impaciente por não saber o que esperar. Se aquela aula finalista de química acontecesse novamente, repetiria a mesma pergunta só para correr o risco de viver tudo novamente ao seu lado. Até os maiores dos problemas, que me fizeram alguém maior do que já fui.

Um comentário: