
A vida é ao vivo. Através dos outros o pessoal e íntimo se revela. Um sorriso para acalmar a raiva, uma boa história se escreve para enganar os pensamentos ruins. Um anseio pelo belo e perfeito, uma quimera. Contrastes entre príncipes e sapos, carruagens e abóboras. A beleza que ninguém vê se revela, lenta, pela conquista. Um olhar no escuro, numa noite fria e inesperada, a harmonia entre voz e quadril. O sentido tosco daquela madrugada, convertido em dias melhores, manhãs e tardes, um dia noites frias e quentes, mas para sempre aquela madrugada. Pode-se encontrar calmaria nos segundos onde acontecem os abraços. E por ser tão breve, assusta ao mesmo tempo que vicia. Talvez apenas a dose certa para o essencial acontecer, mas ele é invisível aos olhos nús. Só no decorrer do tempo percebe-se a falta, a distância entre os braços, os flashs, a importância e a permanência que faz a sociedade dizer "eles" antes de eu perceber o "nós" implícito na saudade e na ansiedade por um novo dia que trata da minha alegria com doses de sorrisos seus.

Lindo... =)
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