domingo, 28 de junho de 2009

LH


Banda boa, banda doida.
Me faz autista, me faz feliz.
Através da raiva e do ciúme os tive.
Amo o que sinto ao escutá-los.
Amo o que eu sinto ao viajar nas letras.
Amo o quanto é profundo o que dizem.
Amo o quanto me decifram.
Amo o quanto é perfeita a poesia.
Amo o quanto me envolvem.
Amo o que aprendi.
Amo o quanto ensinei.
Amo transcrever seus trechos no meu vocabulário.
Amo saber que ela não acabou, vive em mim.
Amo, simplesmente, amo!!

Tudo passa!


Lá na universidade tudo é mais intenso... as pessoas são as mais malucas, a natureza é mais expressiva, as manifestações de arte são muito interessantes (seria excesso de erva?). Enfim, tudo é muito gostoso de viver. Eu estava muito estressada com alguns acontecimentos que me encheram a cabeça de interrogações, mas aí me ocorreram tantas coisas legais, eventos em série, que me pintaram um sorriso com golpes de um pincel tão colorido, que me manchou a cara toda! Até agora estou com um aspecto, estranhamente, feliz. Eu sei que nada está diferente. A correria está lá, os idiotas que falam demais continuam ocupando o seu tempo com a vida alheia, os observadores que podem apertar a ferida que sarou tão bonito podem se manifestar e chutar a cadeira que equilibra outras cem em cima dela... ou seja, tudo pode piorar. Mas eu estou alegre! Tenho amigos lindos, uma flor que me perfuma quando eu menos espero, uma família incomum e suportávelmente maravilhosa, viciante e cúmplice das minhas maluquices... Até meus amigos virtuais me arrancam risos, pessoas tão loucas quanto a minha imaginação. Ahh, e meu professor maconheiro e tarado é um barato. Nós brigamos feio! Ele me convidou a sentar no colo dele em pleno hall. Eu pensei em mandá-lo ir a merda, mas em uma simples sanção espontânea ele se desculpou e nós conversamos bastante sobre a vida. Ele não presta, mas é gente boa. Só atraio drogadilhos estranhos, mas acabo gostando deles. Há algo muito despojado em tudo o que eles fazem, dizem, contam, pensam... mas ao mesmo tempo, compram-se algumas histórias construtivas que eles narram. Eu fiquei apavorada e ofendida com aquela proposta indecente, mas conversamos muito... ele percebeu que antes de eu estar puta com ele eu já estava irritada e triste. Ele falou com aquele tom malandro e safado: "eu não sei qual é o teu problema, mas vou te contar a fábula do Rei e do Filósofo..." me lembrou que "tudo passa". E eu senti como se um "canto torto feito faca" cortasse a minha carne e arrancasse de dentro dela uma raiva e um mal que me consumiam as tardes. Descobri que não era só cansaço, mas sim sentimentos ruins que vinham me hospedando. Não me curei de nenhuma enfermidada, porém estou leve e ciente do poder que duas palavras tem de nos dar boas vibrações maiores que acasos indecisos e desgraçados. Don't worry, be happy!!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A vida é realmente uma novela...


Tudo acontece assim tão "impossivelmente". As voltas que o mundo dá, os riscos que nos permitimos, as pessoas que amamos, que odiamos ou simplesmente admiramos de longe. Nunca pensamos que as coisas possam tomar dimensões imesuráveis. Uma simples troca de idéias, forma um caráter. Uma simples hora investida acarreta grandes amizades. O "bom dia" que damos pode se tornar um "eu te amo". Mas das coisas dessa novela, assitida por todos, as desventuras talvez sejam as mais interessantes. Esquecer problemas com um ainda maior é dor de cabeça tripla. Se deixar levar pela corrente sedutora que não te trás segurança, que te quebra e te joga contra as pedras, não diminui seu mal-estar inicial. Agora, quem vai saber detectar uma desgraça ou um desgraçado? E aquele "bem" na estante? Aquele que já tinha poeiras de tanto esperar, mas tantas rugas por ter seu lugar certinho, no porto que é o peito. Esse se fere com tão pouco, tão quieto não percebe que é dele o seu espaço e nada o tira lá de dentro. É feio, casto e pobre. Porém belo, atraente e imenso. Sinto saudades de tempos atrás, onde não havia nada além dos mesmos problemas, das mesmas dores de cabeça. Não havia mal, só o bem camuflado e inseguro. Hoje, nota-se que se ao invés de lágrimas as palavras certas tivessem sido derramas, o tão precipitado golpe não seria dado e talvez o cordão ainda alimentasse a minha voz. Tão muda, tão surda, tão deficiente e amedontrada que se vê no reflexo do porta guardanapos. O mesmo porta guardanapo que escutava as histórias de uma semana inteira, os dias dividios e os segredos também. Um companheirismo nunca antes compartilhado. Uma invasão única de sentir. Como isso foi acontecer? Como se deixar perder o que é precioso. Não há como explicar o quanto tão longe chegamos sozinhos, se mal podíamos olhar para o lado sem se notar. Se um dia, uma estação com dias menos quentes e noites menos frias, voltar a entrar pela janela que ficou aberta, quem sabe não será o mesmo dia que trará aquele cheiro de conforto que eu sentia ao te encontrar, de mochila, na porta da minha casa. Cansado e faminto de um dia tão produtivo. E tão impaciente por não saber o que esperar. Se aquela aula finalista de química acontecesse novamente, repetiria a mesma pergunta só para correr o risco de viver tudo novamente ao seu lado. Até os maiores dos problemas, que me fizeram alguém maior do que já fui.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Era uma vez um...


E aí ele apareceu... descobriu que adoecera...
Sem querer, como chuva, cai e molha as pessoas.
Depois de molha-las vai embora.
Chuva de verão, aparece para encher o saco, para ser notado e depois libera o sol.
Cara estranho, bicho grilo.
Charmoso e insensível...
Por trás da cara de bom menino abriga um imaturo!
Não por ser menino, mas por ser pequeno e atrofiar-se.
Seu coracao vazio carrega um leque de grandes feitos que imprecionam gente ignorante, mas deixam gente ignorante grande perto da nobreza que seus feitos nao possuem.
Vazio, pobre, triste e sozinho.
Acha que pode ser maior sem apoio e que seu apoio vem de fora, dos outros, sem perceber que também pode encontrar nascido dentro de si, energia maior do que pode abrigar.
Podendo então compartilhá-la e descobrir enfim a companhia de um bem maior.
E foi assim que ele percebeu a sua covardia e morreu sozinho.
Sem amor, sem amigos e sem compartilhar.

Fim! =)

domingo, 14 de junho de 2009

Sociedade


A vida é ao vivo. Através dos outros o pessoal e íntimo se revela. Um sorriso para acalmar a raiva, uma boa história se escreve para enganar os pensamentos ruins. Um anseio pelo belo e perfeito, uma quimera. Contrastes entre príncipes e sapos, carruagens e abóboras. A beleza que ninguém vê se revela, lenta, pela conquista. Um olhar no escuro, numa noite fria e inesperada, a harmonia entre voz e quadril. O sentido tosco daquela madrugada, convertido em dias melhores, manhãs e tardes, um dia noites frias e quentes, mas para sempre aquela madrugada. Pode-se encontrar calmaria nos segundos onde acontecem os abraços. E por ser tão breve, assusta ao mesmo tempo que vicia. Talvez apenas a dose certa para o essencial acontecer, mas ele é invisível aos olhos nús. Só no decorrer do tempo percebe-se a falta, a distância entre os braços, os flashs, a importância e a permanência que faz a sociedade dizer "eles" antes de eu perceber o "nós" implícito na saudade e na ansiedade por um novo dia que trata da minha alegria com doses de sorrisos seus.


sábado, 13 de junho de 2009

Trident




-Quer dividir?
-Um chiclete?
-Não, um coração!
-Com boas ou más ações? Puras ou pobres intensões?
-Tudo o que nele caber!
-Das artérias às afinidades?
-E se eu não souber retribuir?
-Eu aprendo a ser contente.
-E se eu não corresponder?
-Eu descubro novas formas de chorar .
-E se eu me apaixonar pela Lua?
-Verá de lá que eu possuo um segundo Sol pra te dar.
-Depois de tudo você será capaz de partir?
-Se tudo começa com a divisão de um chiclete...
-É, tudo pode acontecer, até eu aprender a amar ! =)

domingo, 7 de junho de 2009

Domingo


Amanheceu o dia e está quente, silencioso e triste. A consciência que é uma manhã de domingo não diminui a expectativa de que em breve será a segunda feira de expositores cansados de não fazerem nada no dia que passou. Só as músicas de sempre, as melhores. Há também o cachorro vira-lata que espera um banho no quintal e o sol evaporando a água no varal. Dias comuns, dias reais. O que decorar nas nossas tardes de calor? O quente agita as moléculas e tudo fica meio irritante. Os filmes que não surpreendem mais, mas o almoço da avó dedicada. As costas e os canteiros conservam cravos. Os pensamentos vão de desconfortantes até os mais gratificantes. A ansiedade para que acabe e tudo fique um pouco mais ventilado é enorme. Esperar que o inesperado venha é a última coisa a se pensar, mas no fundo a maior alegria. =)

Codinome Beija flor



Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou...

Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor

Eu protegi o teu nome por amor
Em um codinome, Beija-flor
Não responda nunca, meu amor
Pra qualquer um na rua, Beija-flor

Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquidificador

Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro e aguava o bom do amor!

sábado, 6 de junho de 2009

De onde vem a calma?


"Eu não vou mudar não
Eu vou ficar são
Mesmo se for só
Não vou ceder
Deus vai dar aval sim
O mal vai ter fim
E no final assim calado
Eu sei que vou ser coroado
Rei de mim."





Era uma vez


Ela é tão linda! Tão meiga e divertida. Voa sempre sozinha, parece não se importar com o mundo ao seu redor. Ela plana embreagada de alegria e ninguém entende de onde vem sua calma. Satisfaz sua necessidade com tão pouco que parece nada, porém é essencial. Mas ela vê em tudo um brilho a mais. Por trás de tanta pureza existe um monstro que a maltrata e a faz menor em poder, mas a torna imensurávelmente fascinante e fortalecida. Quando sorri as feridas se fecham e o sangue pára de escorrer. Quando ela dança os instrumentos tocam mais intensos e é possível ver o quanto se esforçam para alegrá-la. Quando olha o céu, a cor de sua íris de confunde com a beleza vinda dele numa tarde de sol, tempo bom, sem núvens ela reina. Seus cabelos são escadas para a aventura, nos remetem a uma idade em que se criticavam o amor entre famílias rivais e fazem da paixão uma bandeira sem limites, até o fim triste do veneno. Quando ela chora é uma tempestade no mar, que joga água em todos por estragar tal ternura indefesa. Sua voz é doce, tímida e amável. Não sei o motivo de se assegurar que as princesas de contos de fada não existem. Elas existem, estudam, trabalham, pegam ônibus lotado e seguem Clarisse. Suas músicas são intensas, elas cantam com o coração e vivem com os restos mortais dos "felizes para sempre". Eu a amo. Só sei sentir isso por tanta atenção que me dedica. É como se pudesse garantir algo de bom para minha vida só pelo simples acidente de existir. Por trás da suavidade está uma força que eu não sei medir, alguns chamam de fraternidade. Não dá para evitar admirá-la ao mesmo tempo que é tão fácil protege-la. Não sai da minha vida, princesa. Eu necessito da sua presença só para o meu dia ser mais feliz. E a você ofereço minha sinceridade. =)


Dedicado a uma princesa!

O frio e o rio


E se eu tivesse ido aquele rio?
Se estivesse com muito frio, o que teria feito?
Se estivesse muito feliz, o que teria vivido?
Se estivesse muito envolvida, o teria beijado?
Se estivesse nervosa, teria tremido?
Se seu abraço fosse envolvente, teria apertado?
Se eu não estivesse tão distante o que teria feito?
Se meu pensamento não estivesse preso a isso, haveria sentimento?

"O acaso é amigo do meu coração"

Procura-se um cupido!


E se amar fosse um programa de computador?? Assim, de fácil instalação e principalmente passivo de formatação prática?? Seria tudo tão mais fácil e indolor. Mas não, temos que passar por um processo longo e cansativo desde o primeiro olhar até o último beijo. E os choros? E o desespero? E as músicas deprimentes? E as brigas? E os planos? As flores? O dia dos namorados? As noites de amor e fuga?? Seria pedir muito que tudo fosse esquecido como quem não se quis nada? Quem nomeou a "fossa"? Quem falou que é parecido com se entregar a paixão?? E quando o "cupido" é um desventurado que erra seus alvos? Ele parece tomar Seresteiro e só depois vai trabalhar. Sai maltratando pessoas inocentes. Fazendo-as se apaixonarem por sapos quando querem príncipes e por príncipes quando na verdade precisam só de girinos. Ah! Dá um tempo! Chega de sentimentalidade! Vamos só buscar sintonia, sem esperar tanto em troca! Nada de castelos e cavalos, ou bois e carroças. É preciso somente harmonia. Nada demais... só uma música agradável e chicletes. O resto é por conta do acaso. Seria tudo tão fácil. Nada de mãos geladas e taquicardia. Nada de poses desajeitadas, nada de ansiedade. Nada de emocionante! Só o normal, o comum e o sem graça. Será que seria mais fácil?? Seria??

Autismo urbano


Vive-se em tempos de autismo optativo. É muito mais fácil ignorar o mundo ao redor e seguir sem ninguém te perguntando que horas são, onde estão as chaves do carro, o que se quer para o almoço do que atender a tantos questionamentos. Ignoramos propositalmente as mensagens que o mundo nos envia. Sozinhos pensamos melhor ou nos atrofiamos na própria ignorância? Será que é tão prazeroso assim caminhar só sem aproveitarmos os diálogos e só o fazer quando acharmos conveniente? Será que quando nos escondemos deixamos de aproveitar uma frase nova, um momento bonito, uma piada hilária, uma música envolvente? Tempos de fones nos ouvidos são tempos de solidão. De cigarros e depressão. Nas ruas vemos pessoas que poderiam estar se relacionando com outras, mas por algum motivo se limitam aos mesmos repertórios. Triste? Talvez! Necessária reclusão?? Quem sabe! O que mais intriga é o que desperdiçamos. Bons ou maus momentos?? Quem saberá se eles não forem vividos?