sábado, 6 de junho de 2009

O frio e o rio


E se eu tivesse ido aquele rio?
Se estivesse com muito frio, o que teria feito?
Se estivesse muito feliz, o que teria vivido?
Se estivesse muito envolvida, o teria beijado?
Se estivesse nervosa, teria tremido?
Se seu abraço fosse envolvente, teria apertado?
Se eu não estivesse tão distante o que teria feito?
Se meu pensamento não estivesse preso a isso, haveria sentimento?

"O acaso é amigo do meu coração"

Procura-se um cupido!


E se amar fosse um programa de computador?? Assim, de fácil instalação e principalmente passivo de formatação prática?? Seria tudo tão mais fácil e indolor. Mas não, temos que passar por um processo longo e cansativo desde o primeiro olhar até o último beijo. E os choros? E o desespero? E as músicas deprimentes? E as brigas? E os planos? As flores? O dia dos namorados? As noites de amor e fuga?? Seria pedir muito que tudo fosse esquecido como quem não se quis nada? Quem nomeou a "fossa"? Quem falou que é parecido com se entregar a paixão?? E quando o "cupido" é um desventurado que erra seus alvos? Ele parece tomar Seresteiro e só depois vai trabalhar. Sai maltratando pessoas inocentes. Fazendo-as se apaixonarem por sapos quando querem príncipes e por príncipes quando na verdade precisam só de girinos. Ah! Dá um tempo! Chega de sentimentalidade! Vamos só buscar sintonia, sem esperar tanto em troca! Nada de castelos e cavalos, ou bois e carroças. É preciso somente harmonia. Nada demais... só uma música agradável e chicletes. O resto é por conta do acaso. Seria tudo tão fácil. Nada de mãos geladas e taquicardia. Nada de poses desajeitadas, nada de ansiedade. Nada de emocionante! Só o normal, o comum e o sem graça. Será que seria mais fácil?? Seria??

Autismo urbano


Vive-se em tempos de autismo optativo. É muito mais fácil ignorar o mundo ao redor e seguir sem ninguém te perguntando que horas são, onde estão as chaves do carro, o que se quer para o almoço do que atender a tantos questionamentos. Ignoramos propositalmente as mensagens que o mundo nos envia. Sozinhos pensamos melhor ou nos atrofiamos na própria ignorância? Será que é tão prazeroso assim caminhar só sem aproveitarmos os diálogos e só o fazer quando acharmos conveniente? Será que quando nos escondemos deixamos de aproveitar uma frase nova, um momento bonito, uma piada hilária, uma música envolvente? Tempos de fones nos ouvidos são tempos de solidão. De cigarros e depressão. Nas ruas vemos pessoas que poderiam estar se relacionando com outras, mas por algum motivo se limitam aos mesmos repertórios. Triste? Talvez! Necessária reclusão?? Quem sabe! O que mais intriga é o que desperdiçamos. Bons ou maus momentos?? Quem saberá se eles não forem vividos?

domingo, 15 de março de 2009

Ampulheta



Ah, tá acabando o tempo!
que só, cresce a solidão,
que junto, só aumenta a semelhança,
que ouvindo, só confirma a voz,
que o beijo tem gosto de mais,
que a alegria não compartilhada morre,
que tesão é flor dependente de água,
que de longe, ou cresce ou desaparece,
que de perto ou é lindo ou horrendo,
que sufoco é o susto prolongado,
que saudade é a importancia do bom,
que carencia é flor trepadeira,
que mágoa é ferida aberta,
que telefone afasta e aproxima,
que é pouco ou muito...
talvez nada, do que eu quero para mim.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Calourada!


Ser humano ingenuo, confuso, assustado e desorientado. É este o perfil de um calouro. Triste, porém engraçadíssimo!! Momentos ímpares de recém chegada a universidade, podendo vivenciar e testemunhar situações inusitadas. Já fiz muitas leseiras!! Já entrei no banheiro errado e vi três meninos urinando, puxei a porta do auditório para o lado errado e informei ao resto da turma que estava trancando, fazendo todos pegarem falta no seminário, já tive medo de veteranos, sentei em uma pedra e quis chorar por estar sozinha e sem informação de como chegar na minha sala, fiz estupidez de graça para veteranos sem pensar nas consequencias futuras via trote, mas o mais divertido é ver a cara de outros calouros tão inseguros quanto você. Tem um cara na minha sala que não acompanhou a minha piada! Nossa sala é a ultima do ICHL, lá no final do bloco mesmo e o diálogo foi mais ou menos assim:

Kamila: Nossa sala é a mais distante de todas, lá no meio do mato.
Saul: É verdade! Me perdi tentando achar.
Caren: Eu também!

Enquanto isso, todos comiam e cheiravam "Vick" ( sério)

Kamila: É no final da UFAM, em frente ao mato da "desova". (risos)
Saul: Sério!! (assustado) Tem desova aqui?? É aí na frente que jogam os corpos??
Caren: É sim! ( sacana)
Saul: Eu já tinha escutado umas histórias de que o "pessoal" de fisioterapia joga os corpos no mato lá da UFAM!! (assustado).
Kamila: É brincadeira, maluco!! (morrendo de rir)
Caren: Você achou mesmo que era verdade?? ( morrendo de rir 2)
Saul: Vai saber né... (envergonhado)
kamila: Isto é pelo menos ilegal. (hálito de vick)
Caren: Esse não nega que é calouro!! (hálito de vick)
Saul: Poxa!
Todos: (risos)

Sem contar que fazemos coisas que não omitem nossa condição de calouros, como chegar no horário certo das aulas, participar de palestras chatas empolgados, contar da época da escola e como foi o vestibular... Hilariante!! Que seja cada vez mais divertida nossa vida acadêmica!

Mudanças


A vida nos reserva coisas que jamais pensamos em possuir, viver, sentir e quem sabe, desejar...
A toda hora nos é revelado novos horizontes. É dever de todos ter atenção ao que o universo expõe a nossa escolha. Novas caras, novos sorrisos, novos olhares, novas vontades, novas opiniões, novos pensamentos. A exposição ao novo acaba substituindo o que era velho, antigo, seguro, mesmo sabendo que "toda bossa é nova e você não liga se é usada". O que eu quero dizer é que acabamos substituindo e sendo substituídos por tudo o que o acaso sugere. Um amigo que não é mais visto com frequencia, um cd que ficou enjoativo, uma pessoa que não te liga mais e caiu no esquecimento. Acabamos repaginando, sem querer, fazendo uma lista nova de prioridades e deixando os velhos hábitos na estante. Sinto falta de pessoas que não vejo mais, sinto saudades de conversas que muito me edificaram, mas se pode resgatar isso, visto que, hoje, são lembranças e não teria sentido revivê-las. Tenho medo também, em um futuro breve, as situações que tanto me alimentam, caírem na corrente do esquecimento e homeopáticamente se percam de mim. Se sentirei falta?? Sentirei de muita coisa, mas quem sabe não é essa "falta"que contribui para a seleção do que vale a pena. Tenho muito o que doar, mas é recíproco o sentimento de perda e ganho. Temos medo de abrir mão, mas é quando a esticamos para deixar algo que podemos receber coisas muito maiores. Talvez! Quem sabe?? Só quem arrisca...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Semana porre!!


A semana foi um porre!! Segunda, terça, quarta, quinta em casa... sem um pingo de emoção!! =/
E eu limpei, lavei, arrumei, desenhei, pintei, escrevi, assisti tv, vi repetidamente programas legais, paguei conta, bebi sozinha skol (odeio skol, mas na falta do que beber vai ela mesmo), minha cadela com câncer vai ser sacrificada amanhã, meu gatinho não me deixa dormir de madrugada, meu namorado agora é um homem trabalhador, meu dinheiro não caiu na conta, meus amigos ficam programando festas legais que eu não posso ir, minha mãe me manda ficar na fila por ela (só tem idosos nas filas desta cidade), a internet está lenta por causa da chuva ou do sol em revezamento. Logo eu passei uma semana de tédio... um saco. Até meu som eu quebrei... agora só posso escutar as músicas que tocam todo dia, toda hora. Muitas opções nas rádios da cidade entre os emos e black music. Odeio isso, mas sabe que depois de certa hora de tédio e solidão elas ficam muito legais. Sou naturalmente dramática, mas ficar só em casa é enlouquecedor. Minhas aulas só começam em março, o trabalho é um longa história e minhas atividades sociais em prol da juventude dependem da minha condição atual de moça comprometida. Mas a semana ta findando cheia de projetos... vou aproveitar a sexta e fazer tudo o que não pude fazer neste tempo todo... e vai prestar depois de não prestar...