
A vida nos reserva coisas que jamais pensamos em possuir, viver, sentir e quem sabe, desejar...
A toda hora nos é revelado novos horizontes. É dever de todos ter atenção ao que o universo expõe a nossa escolha. Novas caras, novos sorrisos, novos olhares, novas vontades, novas opiniões, novos pensamentos. A exposição ao novo acaba substituindo o que era velho, antigo, seguro, mesmo sabendo que "toda bossa é nova e você não liga se é usada". O que eu quero dizer é que acabamos substituindo e sendo substituídos por tudo o que o acaso sugere. Um amigo que não é mais visto com frequencia, um cd que ficou enjoativo, uma pessoa que não te liga mais e caiu no esquecimento. Acabamos repaginando, sem querer, fazendo uma lista nova de prioridades e deixando os velhos hábitos na estante. Sinto falta de pessoas que não vejo mais, sinto saudades de conversas que muito me edificaram, mas se pode resgatar isso, visto que, hoje, são lembranças e não teria sentido revivê-las. Tenho medo também, em um futuro breve, as situações que tanto me alimentam, caírem na corrente do esquecimento e homeopáticamente se percam de mim. Se sentirei falta?? Sentirei de muita coisa, mas quem sabe não é essa "falta"que contribui para a seleção do que vale a pena. Tenho muito o que doar, mas é recíproco o sentimento de perda e ganho. Temos medo de abrir mão, mas é quando a esticamos para deixar algo que podemos receber coisas muito maiores. Talvez! Quem sabe?? Só quem arrisca...

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