domingo, 15 de março de 2009

Ampulheta



Ah, tá acabando o tempo!
que só, cresce a solidão,
que junto, só aumenta a semelhança,
que ouvindo, só confirma a voz,
que o beijo tem gosto de mais,
que a alegria não compartilhada morre,
que tesão é flor dependente de água,
que de longe, ou cresce ou desaparece,
que de perto ou é lindo ou horrendo,
que sufoco é o susto prolongado,
que saudade é a importancia do bom,
que carencia é flor trepadeira,
que mágoa é ferida aberta,
que telefone afasta e aproxima,
que é pouco ou muito...
talvez nada, do que eu quero para mim.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Calourada!


Ser humano ingenuo, confuso, assustado e desorientado. É este o perfil de um calouro. Triste, porém engraçadíssimo!! Momentos ímpares de recém chegada a universidade, podendo vivenciar e testemunhar situações inusitadas. Já fiz muitas leseiras!! Já entrei no banheiro errado e vi três meninos urinando, puxei a porta do auditório para o lado errado e informei ao resto da turma que estava trancando, fazendo todos pegarem falta no seminário, já tive medo de veteranos, sentei em uma pedra e quis chorar por estar sozinha e sem informação de como chegar na minha sala, fiz estupidez de graça para veteranos sem pensar nas consequencias futuras via trote, mas o mais divertido é ver a cara de outros calouros tão inseguros quanto você. Tem um cara na minha sala que não acompanhou a minha piada! Nossa sala é a ultima do ICHL, lá no final do bloco mesmo e o diálogo foi mais ou menos assim:

Kamila: Nossa sala é a mais distante de todas, lá no meio do mato.
Saul: É verdade! Me perdi tentando achar.
Caren: Eu também!

Enquanto isso, todos comiam e cheiravam "Vick" ( sério)

Kamila: É no final da UFAM, em frente ao mato da "desova". (risos)
Saul: Sério!! (assustado) Tem desova aqui?? É aí na frente que jogam os corpos??
Caren: É sim! ( sacana)
Saul: Eu já tinha escutado umas histórias de que o "pessoal" de fisioterapia joga os corpos no mato lá da UFAM!! (assustado).
Kamila: É brincadeira, maluco!! (morrendo de rir)
Caren: Você achou mesmo que era verdade?? ( morrendo de rir 2)
Saul: Vai saber né... (envergonhado)
kamila: Isto é pelo menos ilegal. (hálito de vick)
Caren: Esse não nega que é calouro!! (hálito de vick)
Saul: Poxa!
Todos: (risos)

Sem contar que fazemos coisas que não omitem nossa condição de calouros, como chegar no horário certo das aulas, participar de palestras chatas empolgados, contar da época da escola e como foi o vestibular... Hilariante!! Que seja cada vez mais divertida nossa vida acadêmica!

Mudanças


A vida nos reserva coisas que jamais pensamos em possuir, viver, sentir e quem sabe, desejar...
A toda hora nos é revelado novos horizontes. É dever de todos ter atenção ao que o universo expõe a nossa escolha. Novas caras, novos sorrisos, novos olhares, novas vontades, novas opiniões, novos pensamentos. A exposição ao novo acaba substituindo o que era velho, antigo, seguro, mesmo sabendo que "toda bossa é nova e você não liga se é usada". O que eu quero dizer é que acabamos substituindo e sendo substituídos por tudo o que o acaso sugere. Um amigo que não é mais visto com frequencia, um cd que ficou enjoativo, uma pessoa que não te liga mais e caiu no esquecimento. Acabamos repaginando, sem querer, fazendo uma lista nova de prioridades e deixando os velhos hábitos na estante. Sinto falta de pessoas que não vejo mais, sinto saudades de conversas que muito me edificaram, mas se pode resgatar isso, visto que, hoje, são lembranças e não teria sentido revivê-las. Tenho medo também, em um futuro breve, as situações que tanto me alimentam, caírem na corrente do esquecimento e homeopáticamente se percam de mim. Se sentirei falta?? Sentirei de muita coisa, mas quem sabe não é essa "falta"que contribui para a seleção do que vale a pena. Tenho muito o que doar, mas é recíproco o sentimento de perda e ganho. Temos medo de abrir mão, mas é quando a esticamos para deixar algo que podemos receber coisas muito maiores. Talvez! Quem sabe?? Só quem arrisca...